segunda-feira, 9 de julho de 2012

O que é que te move?


O que é que te move?

Uma esperança? Uma dor? Um salário fixo? Um Ônibus lotado?

O que te faz levantar da cama todas as manhãs? Um despertador? Um sorriso? Um beijo que te enche de vida daquela pessoa que tira seu fôlego? Os compromissos? As contas? A responsabilidade? A esperança de não pegar aquele Ônibus lotado?

O que faz você se sentir vivo? A aprovação no vestibular? Uma promoção no emprego? Um abraço de fechar os olhos e se entregar? Uma passeio por uma calçada qualquer na companhia de alguém que faz você não ter pressa de chegar a qualquer lugar?

O que te faz querer chegar em casa todos os dias? Aquela novela que todo mundo diz que você deve assistir? Olhar nos olhos de quem realmente importa pra você e não precisar de nenhum apetrexo eletrônico para estarem juntos? Aquela janta gostosa saindo do fogo? Ou só o cansaço de mais um dia de trabalho? O desejo pela cama e dormir um sono profundo para no outro dia… desejar chegar em casa depois de um longo dia de novo?

Às vezes parece mais fácil ir empurrando o lixo pra debaixo do tapete, sabe? E você vai deixando os dias passarem… E vai abstraindo… E parece que tudo voltou ao normal de novo… Mas aí você ouve uma palavra, olha uma imagem, uma circunstância qualquer que traz tudo de volta como um murro no meio da sua cara e você descobre que não estava tão livre assim. Por que o normal às vezes é uma merda.

Tenho aprendido que venho deixando “as coisas passarem” mais do que imaginava, e o que é pior, elas sempre voltam. A diferença é que quando voltam elas não vem como brisas, mas como um furacão.

O que você tem deixado passar?

Uma conversa que precisa ter?

Um posicionamento?

Uma escolha? (Você sabe que empurrar para debaixo do tapete também é uma escolha, né? E sabe também que nenhum tapete será grande o suficiente para todo o lixo da sua vida? Porque sempre que você ou eu deixamos as coisas irem se acumulando, bem, alguém vai ter que lidar com toda sujeira depois.)

Às vezes é hora de deixar ir sim, mas não falo de uma pessoa, como antes dizia, falo de uma ideologia, um pré conceito, uma fábula de que todos os dias tem que ser felizes e saltitantes e que dias com tons de cinza são inaceitáveis.

A vida não é um conto de fadas e às vezes o amor machuca. (Ou seria a idealização do amor?) A liberdade é tirada das pessoas e nunca em toda a história da humanidade houve tantos escravos como existem hoje. A liberdade é ferida. Aquele Messias cheio de esperanças e sonhos que saiu numa noite de quarta feira de dezembro e que deixou um abraço mais demorado na sua mãe não está mais aqui. O que temos para hoje é um Messias calejado e que vive mudando o peso da mala pesada de uma mão para outra.

Mas daí nos vem um Carpinteiro das bandas de Nazaré e nos fala sobre ter por especialidade concertar corações e também sobre um Reino que está por vir… E Ele começa a falar mais sobre esse Reino… E aí Ele começa a falar que esse Reino é real e que está disponível a todo que crê…

O amor e a liberdade podem ser feridos, podem até ser pendurados em uma cruz, mas o Reino sobreviverá e continuará disponível.

Ele continua sendo muito bom em trazer esperança para quem não tem esperança, liberdade para quem está preso na dor do passado, e amor para quem não acha que seja possível amar outra vez.

Eu oro para que mesmo nos seus dias mais cheios, e chatos, e gastos, que mesmo nos dias tons de cinza, você tenha a consciência de que não está sozinho. Que o fato de existir um Deus que faz as manhãs acordarem todos os dias para te encher com o calor do Seu amor mesmo nos dias frios possa te mover e te dar um sentido para estar vivo.

Que apenas sobreviver não seja nem o meu nem o seu normal. Que normal não seja suficiente nem para você nem para mim. Que você assim como eu também possa escolher o extraordinário. E que o extraordinário para nós dois seja viver intensamente essa única vida que nos foi dada!!!

Um comentário:

Camila Pereira M. disse...

torço para que haja coragem para encararmos a vida, para sabermos "limpar" as sujeiras que acumulados por medo. é consolador ter um Deus que nos motiva e nos impulsiona a seguir adiante, a não paralisar neste mundo onde tanta gente segue anestesiada para não enxergar que a vida exige. é preciso movimento!