sábado, 29 de maio de 2010

Amigos


Aos que sempre me amaram, independente dos meus erros.
E aos que me afligem com sua
infantilidade besta, recusando minha amizade sincera.
Amo vocês.


Em tempos tão modernos, onde as relações se tornam cada vez mais virtuais e os verdadeiros amigos tornam-se cada vez menos palpáveis, vejo-me incomodado pela necessidade de esclarecer alguns pontos de vista que levo comigo a respeito de amizade, comunhão e convivência.

Não que sejam três coisas diferentes, aliás, são peças inseparáveis de uma máquina movida pela compreensão, cumplicidade e amor.

Aliás, ser amigo não é impor suas vontades e ficar magoado se alguém não as cumpre, não é ajudar esperando recompensa, e nem tampouco amar na ânsia de ter este tão nobre sentimento correspondido à altura. Amizade é andar junto, em cumplicidade. É entender a dor do outro, compadecer-se dele e andar mais uma milha, por mais doloroso que seja o caminho. Ser amigo é compreender a vida e os sentimentos do outro, é entregar-se sem reservas à uma jornada que provavelmente não será bancada por ninguém. É tudo por sua conta e risco.

Amizade não é superar as diferenças, mas nem sequer notá-las. É ser íntimo de alguém... mas aqui é preciso atenção: intimidade não é poder tocar, abraçar ou olhar o outro, mas sim conhecê-lo com propriedade e certeza, é ter nas mãos a chave do cofre onde estão guardados os seus segredos mais obscuros.

Ao contrário do que pensa a maioria, a verdadeira amizade não termina quando uma das partes rompe de alguma forma o contrato social pré-determinado pela convivência entre elas. O que acontece no entanto é o contrário - podemos ter ao nosso lado o mais fiel amigo, se ele falhar em um momento que seja, todos os bons momentos que passamos juntos serão jogados na lixeira. E o condenaremos, com pedras empunhadas, prontas para apedrejá-lo assim que ele manifestar sua reação.

A palavra perdão, que tanto insiste em aparecer em nossas orações, não é por nós compreendida nessas horas. Aliás, quando alguém falha conosco, perdoar é a última coisa que pensamos. Somos impacientes no amor, ingênuos na comunhão, rasos na convivência e incompetentes na amizade.

Comunhão é viver lado a lado, passo a passo; é chorar, sorrir, sofrer ou vencer juntos. Viver em comunhão é não negar o amor, é conviver não só nos momentos de júbilo, mas principalmente na mais sombria noite, no mais tenebroso vale ou na mais terrível descida.

Não sabemos viver em comunhão. Não sabemos viver a amizade e usufruir dos bens exclusivos que ela nos proporciona. Não passamos de sanguessugas, à procura de nossas próprias vontades, mesmo que isso custe o sangue de alguém.

Eu dou graças aos amigos que fiz. Os que estão perto e os que estão longe. Os bons amigos de verdade, os que me serviram e que se permitiram ser servidos. Os que me amaram sem pedir nada em troca, mas que não negaram a mim o prazer de amá-los também.

domingo, 16 de maio de 2010

Ambos


Ambos Amamos

Ambos Odiamos

Ambos Esquecemos

Ambos Recordamos

Ambos Vivemos

Ambos Morremos

No Entanto o Sacrifício não pode ser feito por Ambos

Aliás o Sacrifício não pode ser feito por nenhum de nós

Pois alguém já se sacrificou de tal maneira que anulou qualquer tentativa nossa de se auto-salvar...

Nos deixando assim com clareza a idéia de que.....

Ambos fomos Salvos por um só Sacrifício!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Alerta sobre desmatamento com copos de café

Recentemente, a rede de café Starbucks de New York chamou a atenção da população para a ação que trocava dos copos de papel por uma caneca térmica chamada tumbler. Milhares de pessoas aderiram à idéia. As embalagens formaram uma imagem de floresta, com uma enorme árvore em destaque. O texto do filme acima explica: uma pessoa pode salvar uma árvore, muitas pessoas juntas podem salvar florestas. A idéia da Starbucks é tirar de circulação os copos de papel até 2015. A rede fez algo parecido aqui no Brasil, oferecendo o café do dia aos clientes que levarem sua própria tumbler ou comprarem uma nas lojas.

domingo, 2 de maio de 2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Ela Nunca Chegou a Dizer


Ela nunca chegou a dizer, mas minha esposa acha que estamos ficando relaxados.

Afinal, não vamos mais a "Igreja", como fazíamos antes. O que não significa que nos afastamos da igreja. Muito pelo contrário, estamos muito mais ligados a ela do que antes - já que agora tomamos a total consciência de que, se não assumirmos a postura de membros do Corpo de Cristo (realidade que está muito além de templos e instituições), jamais poderemos ser chamados de cristãos e frequentar um templo, seja ele qual for, não nos fará justificados.

A justificação já foi feita na cruz, onde o Mestre nos fez Igreja. Sua Noiva. Povo Seu. Anunciadores do Reino. Seus Filhos - reflexos ambulantes da sua incontestável soberania e do seu infinito amor.

Agora somos Igreja.

Ela nunca chegou a dizer, mas minha esposa acha que estamos ficando Cristãos demais...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O IMPOSTOR QUE VIVE EM MIM



Os impostores se preocupam com a aceitação e a aprovação. Por causa da sufocante necessidade de agradas outros, não conseguem dizer não com a mesma confiança que dizem sim. Por isso fazem das pessoas, dos projetos e das causas uma extensão de si mesmos, motivados não pelo comprometimento pessoal, mas pelo medo de não atingir as expectativas dos outros.

O falso eu nasce na infância, quando não somos amados, quando somos rejeitados ou abandonados. John Bradshaw define a co-dependência como uma doença “caracterizada pela perda da identidade. Ser co-dependente é estar destituído do contato com os próprios sentimentos, as necessidades e os desejos”.

O impostor é o co-dependente clássico. Para alcançar aceitação e aprovação, o falso eu suprime, ou camufla, sentimentos, impossibilitando a honestidade emocional. Viver a partir do falso eu gera um desejo compulsivo de apresentar uma imagem perfeita para o público, de forma que todos nos admirem e ninguém nos conheça. A vida do impostor se transforma numa montanha russa de exultação e depressão.

O falso eu se vale de experiências externas para construir uma fonte pessoal de significado. A busca por dinheiro, poder, glamour, proezas sexuais, reconhecimento e status realça o mérito pessoal e cria a ilusão de sucesso. O impostor é o que ele faz.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Deus não existe!!!



Deus não existe. Ele é Ele mesmo pra além de toda essência e existência. Portanto, argüir acerca da existência de Deus é o mesmo que negá-Lo.
Deus não existe. Ele é. Eu existo. Pois existir não é algo que seja pertinente ao que É. Existir é o que se deriva do que sendo, É de si e por si mesmo.
Deus não existe. O que existe tem começo. Deus nunca começou. Deus nunca surgiu. Nunca houve algo dentro do que Deus tenha aparecido.
Deus não existe. Se Deus existisse, Ele não seria Deus, mas apenas um ser na existência.
Se Deus existisse, Ele teria que ter aparecido dentro de algo, de alguma coisa, e, portanto, essa coisa dentro da qual Deus teria surgido, seria a Coisa-Deus de deus.
Existem apenas as coisas que antes não existiam. Existir surge da não existência. Deus, porém, nunca existiu, pois Ele é.
Sim, dizer que Deus existe no sentido de que Ele é alguém a ser afirmado como existente, é a própria negação de Deus. Pois, se alguém diz que Deus existe, por tal afirmação, afirma Deus, e, por tal razão, o nega; posto que Deus não tem que ser afirmado, mas apenas crido.
Deus É, e, portanto, não existe. Existe o Cosmos. Existem as galáxias. Existem todos os entes energéticos. Existem anjos. Existem animais e toda sorte de vida e anima vivente. Existem vegetais, peixes, e organismos de toda sorte. Existem as partículas atômicas e as subatômicas. Existe o homem. Etc. Mas Deus não existe. Posto que se Deus existisse dentro da Existência, Ele seria parte dela, e não o Seu Criador.
Um Criador que existisse em Algo, seria apenas um engenheiro Universal e um mestre de obras cósmico. Nada, além disso. Com muito poder. Porém, nada além de um Zeus Maior.
Assim, quando se diz que Deus está morto, não se diz blasfêmia quando se o diz com a consciência acima expressa por mim; pois, nesse caso, quem morreu não foi Deus, mas o “Deus existente” criado pelos homens. Tal Deus morreu como conceito. Entretanto, tal Deus nunca morreu De Fato, pois, como fato, nunca existiu — exceto na mente de seus criadores.

Assim, o exercício teológico, seja ele qual for, quando tenta estudar Deus e explicar Deus, tratando-o como existente, o nega; posto que diz que Deus existe, fazendo Dele um algo, um ente, uma criatura de nada e nem ninguém, mas que também veio a existir dentro de Algo que pré-existia a Ele, e, portanto, trata-se de Algo - Deus sobre o tal Deus que existe.
A Escritura não oferece argumentos acerca da existência de Deus. Jesus tampouco tentou qualquer coisa do gênero. Tanto Jesus quanto a Escritura apenas afirmam a fé em Deus, e tal afirmação é do homem e para o homem — não para Deus —; pois se fosse para Deus, o homem seria o Deus de Deus, posto a existência de Deus dependeria da afirmação e do reconhecimento humano. Tal Deus nem é e nem existe; exceto na mente de seus criadores.
Deus não existe. O que existe pertence ao mundo das coisas que existem OU não existem. Deus, porém, não pertence a nada, e, em relação a Ele, nada é relação.
Defender a existência de Deus é ridículo. Sim, tal defesa apenas põe Deus entre os objetos de estudo. Por isto, dizer: “Deus existe e eu provo” — é não só estupidez e burrice; mas é, sem que se o queira, parte da profissão de fé que nega Deus; pois se tal Deus existe, e alguém prova isto, aquele que apresenta a prova, faz a si mesmo alguém de quem Deus depende pra existir... e ou ser.
O que “existe”, pertence à categoria das que coisas que são porque estão. Deus, porém, não está; posto que Ele É.
Ser e estar não são a mesma coisa, como o são na língua inglesa. O que existe pertence ao que é apenas porque está. Deus, entretanto, não está porque Ele É.
E quem direi que me enviou?” — perguntou Moisés. “Dize-lhes: Eu sou me enviou a vós outros!” — disse Ele.
Desse modo, Deus não diz “Eu Estou”, mas sim “Eu Sou”. Ora, um Deus que está, não é, mas passou a ser. Porém o Deus que É, mas não está; não pertence ao mundo das coisas verificáveis; posto que Aquele que É, não está; pois se estivesse, seria —, mas não Seria Aquele de Quem procedem todas as existências, sendo Ele apenas um ele, e não Ele; e, por tal razão, fazendo parte das coisas que existem — mas sem poder dizer Eu Sou!
Jesus também falou da sutileza do ser em relação ao estar. Quando indagado acerca da ressurreição pelos saduceus (que não criam em nada que não fosse tangível), Ele respondeu: “Não lestes o que está escrito? Eu sou o Deus de Abraão, eu sou o Deus de Isaque, eu sou o Deus de Jacó. Portanto, Ele é Deus de vivos, e não de mortos; pois para Ele todos vivem”. Assim, os que vivem para sempre são os que são em Deus, e não os que estão existindo. A vida eterna não é existir pra sempre, mas ser em Deus.
Assim, para viver eternamente eu tenho que entrar na dissolvência da existência, a fim de poder mergulhar naquilo que está pra além do que existe; posto que É.
A morte pertence à existência. A vida, porém, se vincula ao que não existe, pois, de fato É.
O que existe carrega vida, mas não é vida. A vida, paradoxalmente, não pertence ao que é existente, mas sim ao que É.
Quando falo de vida, refiro-me não às cadeias de natureza biológica que constituem a vida dentro da existência. Mas, ao contrario, ao falar em vida, refiro-me ao que é para além da existência constatável.

domingo, 21 de março de 2010

Se não houvessem dias Maus....


Talvez não existissem lágrimas, e não regaríamos com elas as nossas esperanças de dias melhores.

Talvez a dor não existisse ou fosse irrelevante diante das alegrias dos eternos bons momentos de uma vida perfeita.

Não haveriam perdedores, esquecidos, pobres, desesperançosos, rejeitados, mal-amados, miseráveis ou esfomeados. Tudo seria paz e "guerra" não passaria de uma palavra obsoleta e sem significado algum.

Se não houvessem dias maus, o bom ânimo seria desnecessário, pois todo obstáculo já estaria vencido, antes mesmo de existir.

Talvez não haveriam crianças sujas e famintas esparramadas pelas ruas, que por sua vez não teriam engarrafamentos, pedintes, acidentes ou buracos no asfalto quente.

Se não houvessem dias maus, a fé seria inútil; o amor, banal; a esperança, desnecessária; e o valor do pensamento seria zero.

A graça de viver os maus dias é esperar pelo próximo sol. Deixar rolar a lágrima que contém o imperceptível grão da fé necessária para prosseguir.

Se temos que passar por aflições, façamos isto com bom ânimo (João 16:33), pois se não houvessem dias maus, nenhuma alegria teria sabor, e nenhuma vitória seria festejada; a tristeza não existiria e nossa esperança de um dia ter dos olhos toda lágrima exugada sequer existiria.

"Muito obrigado pelos dias maus."

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Cansado...


Cansado de teologia. É assim que me sinto. Cansado de ver um povo enganado, iludido, "declarando" "profetizando" prosperidade. Cansado de ver tanta gente "bradando aos céus", "exigindo" e "cobrando" de Deus por promessas que o Todo Poderoso nunca fez.

Durante Dez anos vivi no meio de pessoas que "exalavam" fé. Uma fé sem resultados. Uma fé inútil. Vi pessoas que não tinham dinheiro nem para pagar o ônibus que os levavam até a "igreja". E foram essas mesmas pessoas que deram a seus líderes dinheiro suficiente para comprar carros blindados e mandar os filhos estudarem no exterior.

Quanta incoerência! Enquanto esses líderes pregavam a tal "teologia" que os tiraria da crise financeira, as pessoas continuavam vivendo a mesma vida de dificuldades, e muitas vezes, com um certo "ressentimento" para com Deus, que não cumpria com aquelas promessas que saiam do púlpito. Vi gente preocupada em combater o gafanhoto, sem perceber que este se apresentava com a bíblia na mão sobre o altar.

Em todos esses anos, vi uma teologia cheia de facilidades. Onde a porta larga conduzia ao céu e a estreita à perdição. Vi uma teologia onde o Espírito Santo fazia de tudo: fazia pessoas caírem no chão, rirem descontroladamente, falarem em "línguas estranhas"; só não fazia uma coisa: gerar arrependimento para santificação.

Vi ainda apóstolos auto-intitulados. Os que não eram auto-intitulados, foram ordenados por homens que eram. Vi homens se dizerem íntegros e "de probidade", mas eram corruptos e mentirosos.

Conheci uma teologia que nos fez "deuses". Conheci uma teologia de mentiras, de palavras que voltam vazias, de profecias que não se cumprem nunca.
Conheci uma teologia de emocionalismos. De música de fundo na hora da oração que leva a emoção; De voz trêmula para gerar o choro; de teatro, de frases mentirosas como: "Eu sinto a presença de Deus", quando o que realmente se sentia era o desejo de manipular as pessoas.

Conheci uma teologia de orgulho e soberba. Uma teologia de homens que se diziam ser donos da verdade. Conhecedores da "revelação completa". Conheci uma teologia que subestima os reformadores. Afinal, sua "doutrina" é superior.

João 10:10 - "O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.Conheci a teologia criada pelo Demônio. A teologia que rouba o povo de Deus, mata os sonhos e destrói a confiança no Evangelho. O mais triste, é que eu fui mais uma vítima desta teologia.
I Timóteo 4:1, 2 - "Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizado a própria consciência”.

DEUS ME SALVOU DESSA TEOLOGIA.

Hoje, vivo a verdade. A verdade bíblica. A Verdade que não acrescenta nada a Palavra. Vivo a verdadeira Teologia da Graça. A Teologia que não cobra nada de Deus. Mas pede pela "Sua misericórdia". Vivo a Teologia do Pai Nosso, a Teologia do arrependimento diário. A Teologia da gratidão a Deus.

Hoje, vivo a Teologia que ao invés de buscar a bênção, busca o abençoador. Hoje, vivo uma Teologia que não distorce as Escrituras. Vivo a Teologia de Deus.